CAT | daqui pra lá…

Edamame é uma favinha de soja super conhecida na Asia e que agora tá famosinha no Brasil
Na verdade, o nome da fava da soja, é Edamame. Mas, o trocadilho se faz necessário quando a receita que vou passar, é de família, super tradicional e foi liberada pela mãe de uma querida amiga, chinesa-árabe que mora em Pequim.
No Brasil já escutei chamarem de sojinha. Aqui na China se chama máodòu (毛豆) ou “feijão cabeludo”, nome ao pé da letra pela casca peludinha da versão local.
Aqui a favinha se encontra em qualquer lugar. Como aperitivo, é uma ótima opção baratinha, cheia de vitaminas e magra (quando o chopp não acompanha!).
No Brasil é lançamento. Ganhou fama recentemente nos restaurantes japoneses da cidade, depois do chiqueziho Nagayama colocar o grão cozido no cardápio, servido no vapor e temperado apenas com sal.
Na Asia, já é figurinha batida. O que consta, é que ficou pop desde 1275, quando o monge japonês Nichiren Shonin, escreveu uma nota agradecendo a um paroquiano pelo dom da “edamame” que ele havia deixado no templo. De lá pra cá, está presente na vida dos asiáticos. E na minha, desde que cheguei em Xangai e fiquei viciada!
Edamame Hummus
Ingredientes:
* 350gr de Edamame sem casca
* 2 dentes de alho triturados
* 2 colheres de sopa de tahini
* 3 colheres de sopa de suco de limão fresco
* 2 colheres de azeite
* 1 / 2 colher de chá de cominho
* Sal e pimenta do reino a gosto
Para acompanhar:
* 2 pimentões vermelhos grandes, sem casca, sem sementes e em tiras finas.
* Pita Bread torrado (ou não) cortado em triângulos para acompanhar
Modo de preparo:
Ferva o edamame em uma panela média com água suficiente para cobri-los e cozinhe, mexendo ocasionalmente, por cerca de 3 minutos.
Escorra. Junte o edamame, o alho, o tahine, o suco de limão, o azeite, o cominho, a pimenta do reino e o sal em um processador de alimentos até que a mistura fique com uma a consistência de guacamole.
Se a mistura estiver muito espessa, adicione um pouquinho de água aos poucos e vá triturando. Coloque na geladeira até esfriar . Sirva com as torradinhas de Pita Bread e o pimentão.
PS* Falei do Edamame e de outras iguarias chinesas – e magras- essa semana, no blog Vida Métrica da querida Jú Ferraz. Aqui ó!

Shanghai é conhecida pela sua diversidade de bares, baladas e festas temáticas.
Tem para todos os gostos: O 88 é conhecido pelos frequentadores da mafia chinesa, o The Shelter é a casa do hip hop, o JZ é aonde reinam os saxofones do jazz, e para quem gosta do “showtime”, a M1nt é o lugar dos champagnes-fogos-de-artifício.
De segunda a segunda tem programação. Se NY é a cidade que não dorme, Shanghai é a cidade dos que também não, mas passam o dia seguinte cambaleando pelos lados, principalmente quando ainda entra o problema do fuso na jogada!
Para os que precisam recarregar as baterias em tempo recorde, o AlcolOUT é a salvação. A invenção é chinesa e vem em forma de cápsulas. Elas estão á venda em qualquer Family Mart da cidade. Os comprimidos são feitos de um polissacarídeo chamado glucoman, extraído da raiz do konjac, e é considerado um suplemento alimentar.
Tem diversas funções, mas nesse caso, ele cria uma barreira no intestino impedindo o alcool de entrar na corrente sanguínea.
Para quem está na China, sem Engov, Neosaldina, Epocler, água de coco e banho de mar…essa pode ser uma saída para a ressaca monster do dia seguinte!
Vai lá conhecer: www.alcolout.com

Sempre fui meio mirim quando o assunto da roda migrava para uma zona mais sonora. Nunca sabia direito qual era o nome do dj do momento, o show imperdível ou a letra daquela música da temporada. Acho que essa distância musical vem desde criança. Lembro de querer fazer aulas de piano e a mamãe sempre dizia: “Vai querer ser pianista?!”
Acabei desistindo.
Cantar então, jamais. A genética rouca do meu pai veio intacta para o meu corpinho e sempre soube que o meu quadrado foi longe do microfone e mais próximo da platéia. Aí, veio a onda de gravar cd. Tenho uma grande amiga que sempre caprichava na seleção, fazia uns incríveis para as viagens e que eu sempre arrematava no final. Aprendi com ela a gostar de músicas de cantar e a odiar “tunts-tunts”.
Depois a Macy Gray veio para o Brasil e apesar de ser mais louca que o Batman, fiquei apaixo!!
Quando assisti o dvd da Amy Winehouse, desejei ver um show dela e torço a cada rehab para que ela resista bravamente até lá. Na minha passada pelo GNT Fashion, minha querida chefa não só me apresentou, como me passou a paixão que ela tem pela Nina Simone. Lembro de escorrer uma lagriminha quando me mostrou um vídeo dela no Youtube.
Entendi aí que ser uma boa admiradora é tão incrível quanto ter habilidades musicais. Me dei por realizada!
Cheguei aqui na China e sinto falta de escutar uma voz bonita, aquela em que você fecha os olhos para escutar de verdade. Nas minhas andadas por Shanghai, já me surpreendi com excelentes boas bandas gringas no JZ Bar e aguardo anciosamente para o festival de Jazz que tem anualmente na cidade, no Century Park, em Pudong.
Em São Paulo, sei que boas opções não faltam. Mas tem uma imperdível: Cris Oak, amiga querida das antigas, dos tempos de escola, está soltando a voz toda a sexta em um barzinho na cidade, depois de já até ter passado discretamente pelo palco do Baretto do Hotel Fasano. Estou longe, mas pelos comentários, sei que ela está arrasando!
Vem cá: em Shanghai
Jz club
46 Fuxing Xi Lu (near Yongfu Lu), Franch Concession, Shanghai, tel:+86 21 6431-0269
Em chinês: 复兴西路46号 近永福路,地铁1号线常熟路站
www.jzclub.cn
Festival de Jazz 2010
De 04 a 17 de Outubro. Do 12am ás 11pm $150 RMB (ingresso para 1 dia) ou $200 RMB (ingresso para os 2 dias)
1359 Huamu Lu, Pudong New District, Shanghai
Em chinês: 上海浦东新区花木路1359号浦东世纪公园
www.jzfestival.com
Vai lá: em São Paulo
Cris Oak no JA 367
Rua Joaquim Antunes, 367, Pinheiros, São Paulo/SP, tel: +55 11 4306 0367

- Foto tirada no Rio, pela Lomo Fishyey no.1 da fotógrafa fofa Anna Silveira
Ando numa fase fotos old school. Podia ser mais chiquezinha e escrever “vintage”, mas no caso, é velha mesmo! Gosto daquela coisa de olhar pelo buraquinho, de não saber se todo mundo coube na foto, das caras e bocas de quem foi pego de surpresa. Fora a função não-disponível de deletar que é sensacional!
Uma Polaroid já iria me satisfazer, mas como o filme custa tufos e é super difícil de achar, acabei em busca de uma outra alternativa. E foi num mercadinho de antiguidades aqui em Shanghai que um chinês a la Mario Testino me contou a história das máquinas Lomo originais, e de como surgiram essas descoladas que estão bombando agora entre os jovens do mundo todo.

- Loja da Lomo em Shanghai
LOMO é a sigla de Leningrad Optical Mechanical Union, que fabricava câmeras para o mercado soviético. Em 1991, 2 amigos austríacos compraram em um mercado de pulgas em Praga um modelo LC-A (Lomo Compact Automat) de uma bacia de pechincha rotulada de “com defeito”. Depois de reveladas, um estouro de cores apareceria por todo o filme, o que desconfiguravam as fotos…e eles amaram! Mudaram o olhar de defeito para efeito e apostaram suas fichas de que aquelas manchas, riscos e borrões na verdade eram mega bacanas! E assim fizeram surgir a lomografia, englobando toda essa liberdade do universo fotográfico. A marca, hoje conhecida como Lomography já reinventou vários modelos, continua caprichando no design retrô moderninho das máquinas e está abrindo lojas no mundo todo.
Vem cá: em Shanghai
126 Jinxian road, near Maoming Nan Lu, French Concession, Shanghai, China, tel. +86 21 62561054
Vai lá: no Rio de Janeiro
Rua Visconde de Pirajá 437, Sobreloja 201, Ipanema, Rio de Janeiro/RJ, tel: +55 21 2267 2226
* Todas as lojas da Lomo espalhadas pelo mundo promovem exposições, oficinas, workshops e produtos diversos para fotográfia. Sempre tem coisa boa rolando, fique de olho!

…as bikes também estão com tudo!!!
E não foi a nova ciclovia de 14km do Rio Pinheiros que me chamou a atenção, mas sim 2 mentes brilhantes que se juntaram para colocar a idéia das Fixed Gear Bikes para rodar em São Paulo.
Eles abriram há menos de 1 mês um um espaço para customizar a sua bike ao extremo. Chamada de Tag and Juice, a loja fica na Vila Madalena, no famoso “Beco do Batman” entre os muros grafitados que já são referência cool-underground da cidade.
A dupla que tem um background artístico e poderoso, piram junto com cada peça que cai em suas mãos. Eles colocam todo tipo de acessório, arrancam, trocam, mudam, deixam ela com cara de vintage ou calibram uma para a sua próxima prova de triathlon. Por alí, vale tudo!
Personalizar é a grande brincadeira, mas por trás do quebra-cabeça existe um conceito de lifestyle muito bem trabalhado.
Vai além da criação, passa pelo lazer, cruza com o esporte e arremata dando uma força extra ao meio ambiente.
Vai lá:
Tag and Juice
Rua Gonçalo Afonso, 99, Vila Madalena, São Paulo/SP, Brasil
Tel: 55 11 2362 6888
www.tagandjuice.com.br
+ Plus: O espaço tem também uma galeria, uma tabacaria e óbvio uma mesa delicinha para esticar o happy hour e discutir qual é a próxima parada sobre 2 rodas.

O fluxo de bicicletas na cidade é intenso. Os chineses cruzam a cidade com suas magrelas velhinhas que já passaram por 2, 3 gerações e resistem bravamente ao caos de Shanghai. É espantoso o trânsito que elas provocam, a coragem de seus motoristas e a audácia de quem atravessa a rua quando elas vêm em bando.
A novidade na cidade são as bicicletas de aluguel. O projeto idealizado pela marca Forever, apelidou o projeto de “os últimos 3 km”. Sabe aquele restinho de distância entre o destino final e a saída do metrô? Pois é…esse é o foco! Para usar o serviço, tem que comprar um cartão de 200RMB, que da direito a 100 pedaladas. Se devolver antes do tempo previsto, ganha-se pontos ($) no cartão. A empresa promete ter mais de 3500 pontos laranjinhas colados nas estações até 2012.
Acho bom eles entrarem em ritmo de produção chinesa logo, porque por enquanto o site é só em chinês, o atendimento idem e achar os pontos de venda do cartão é mais ou menos como brincar de “Onde está o Wally”.
Vem cá: www.chinarmb.com
…se você ler chinês

Dicas locais daqui e acontecimentos bacanas do lado de lá.
Pra começar, o tema é o pão de queijo.
Quem está em Shanghai e com saudades do Brasil, aqui vai um achadinho!!
A família meio chinesa, meio brasileira colocou a mão na massa e salva a pátria com os pães de queijo, coxinhas e o nosso pãozinho francês. Aceitam encomendas e fazem entregas.
Já no Brasil, o meu predileto é uma grande amiga que faz. Pedido obrigatório nas viagens e é sempre o maior sucesso. Cozinheira de mão cheia, ela finalmente resolveu contar os seus truques em um blog. Super descontraído e cheio de dicas boas para quem está em terras nacionais.
Vem cá:
Wellington Brazil Bakery
57 Pudian Lu (com Pucheng Lu). Dentro do Hualian Supermarket, em Pudong
tel: 21 5830 8968
Vai lá:
http://dafeiraaobaile.com por Roberta Julião





Vim para a China atrás de novos desafios, na contramão das capitais da moda e fugindo do fluxo.



